could have been like this

and it should have, too..

Magnificat by Arvo Pärt on Grooveshark

rasguei uma carta de amor

de há um ano e uma eternidade atrás.

it gets better

because at some point, one or another, for whatever reason it may be, everyone, needs to be reminded: it gets better. it may not seem now, but it gets better. it gets so much better...

221 quilómetros

de mota, pela montanha, pelo meio de árvores outonais e uma luz inebriante...
just what the doctor ordered.

preciso

de reaprender a dizer-me.

preciso

de chorar.

tenho-me afastado,

mas desengane-se quem acha que é por falta de gosto.
mas hoje pude, finalmente vir desempoeirar o meu canto.
e não há melhor forma de começar do que com uma coisa bonita que ouvi semana passada. são norueguesas, e este é um tempo em que a noruega tem de ohar mais para a sua beleza, e menos para a fealdade...

ouvi esta música,

pela primeira vez, há dois anos, no mosteiro de alcobaça. é pouco dizer que fiquei boquiaberto como a sua aparente simplicidade é tão rica e profunda.
e fiquei dessa mesma forma quando, há dias, a encontrei por acaso no youtube.
é hipnotizante, como, de resto, foi todo esse concerto.

eu vou

tenho trabalhado demais

demais. 12 a 13 horas por dia. mas o que me lixa mesmo mesmo é sentir remorsos sempre que me tento queixar disso...

estou preocupado comigo.

é que não sei porquê, mas acordei com a música da floribela na cabeça e ainda não a consegui esquecer. se isto continuar muito mais tempo vou a um hospital psiquiátrico pedir terapia de choque.

o que eles precisam de saber,

e talvez nós mais do que eles...

estou a desenvolver

uma enorme fobia ao e-mail.
ou melhor, detesto o e-mail.
detesto esta mania de estar sempre ligado. a humanidade sobreviveu tantos milhares de anos sem esta coisa de estar sempre ligado e contactável que é quase ininteligível esta coisa de ter de estar sempre ligado a alguma coisa. chamem-me velho do restelo se quiserem, mas para mim chega. ou eremita - algo do qual, por sinal, já estive mais longe.
hoje decidi começar a desligar o telemóvel durante a noite. um destes dias deixo de o ligar durante o dia.
para mim chega.

não se percebe

mas eu estou ali...

afinal ainda há gente grata...

recebi há minutos um e-mail do cliente para quem trabalhei quase em exclusividade nas duas últimas semanas, a agradecer a qualidade e a celeridade do trabalho.
em tempos de crise (de humanidade) são estes gestos que nos fazem sentir que o desgaste e as horas sem dormir não foram em vão...
obrigado MC.

na frente do meu prédio

tem uma floreira.
pequenina... não deve ter mais de 50 x 20 cm, e cujo principal propósito é separar a rampa da garagem das escadas da porta principal.
normalmente tinha umas florzitas, até muito maltratadas, das que é costume ver em floreiras "de rua", ou seja, as que exigem a menor manutenção possível.
pois bem. o meu prédio tinha de inovar.
o facto de a vizinha do 3º por a cabeça de fora da janela para chamar a do 2º, ou a minha vizinha da frente colocar a música alta ao ponto de eu acordar - o que é um feito se se pensar que estou no outro lado do prédio, com todas as portas fechadas e um isolamento acústico até muito razoável - estavam certamente, a tornar-se "old news", e, talvez por isso, ou pela crise, o meu prédio - como já disse - tinha de inovar...
isto tudo para dizer que na floreira tem lá plantadas duas (já) enormes... alfaces.
é verdade.
alfaces.

salada anyone?

nem de propósito

estes senhores tinham escolhido melhor à luz dos acontecimentos de ontem...

hoje andei com uma flor ao peito

que a minha sobrinha (que tem 2 anos) cortou só para mim, quando passeávamos pelo quintal dos meus pais, depois de almoço.
os nossos passeios têm-se tornado um ritual, tal como eram os passeios com a irmã dela, e ela já conhece o alecrim e o alfazema. sabe que cheiram bem, e que, para os cheirar fazemos "uma festinha" à folha e depois cheiramos. não cortamos para não estragar.
hoje foi um dia lindo, quente, em que saí da empresa ainda era dia e pude sentar-me por (pareceram-me brevíssimos) momentos ao piano.

Hoje descobri o stereomood [tuning my emotions]. uma coisa que certamente já toda a gente tinha ouvido falar porque já se tinha falado no facebook, ou tinha saído nas revistas, ou algo igualmente social que eu não participo, e que, portanto, só descobri hoje. é giríssimo: só tenho que lhe dizer como me sinto ou o que estou a fazer, e ele escolhe músicas para mim. estou a alargar  a minha cultura musical, que é sempre uma coisa que me agrada... neste momento escolhi a playlist relax, e já descobri  umas quantas coisas que quero conhecer mais a fundo... e já se sabe como eu sou... se me agradar vêm parar ao meu canto...

ai que o meu jasmim não se safa...

e quem disser que é por falta de rega leva!
(mas muito provavelmente é...)

acho uma piada a comentários anónimos...

não me lembro

é uma da manhã e decidi interromper o trabalho para ir para casa.
este fim de semana trabalhei sábado do fim da manhã até à noite (já de madrugada), e domingo de manhã até ao fim do dia.
é apenas terça-feira (bom, já é quarta) e sinto-me como se fosse sexta.
mas o pior é que estou há muito tempo a tentar lembrar-me se hoje esteve sol ou chuva e não me lembro.. não me lembro...


hoje, pelas 17 horas despedi-me da minha cadela, minha companheira de 12 anos.
dói tanto...

é quase meia noite

e ainda estou na empresa.

(abre parêntesis)
li há tempos que o facebook® matou os blogues. curiosamente, tenho-me desleixado com o blogue mas abandonei de vez a minha conta do facebook®.
por alguma razão não me apetece que gente com quem não estou há anos e não tenho nenhum contacto real tenha de saber o que estou a fazer, aonde vou, aonde fui, o que comi, etc.
quando partilho (o que penso, sinto ou faço) no meu blogue, faço-o porque sei que é visitado (exclusivamente - ou quase) por pessoas que me conhecem, que de facto se interessam por mim.
e digo isto porque a leitura de um blogue é algo que parte de uma decisão minha e não porque está afixada numa parede, no centro do meu monitor, que vejo mesmo sem querer.

(abre (outro) parêntesis)
Via há dias a miley cirrus (b.k.a. hannah montana) a dizer que fechou a sua conta de twitter porque se queixava de falta de privacidade e de repente percebeu que era incoerente fazê-lo se twitava de minuto a minuto. aquilo para mim fez muito sentido.
(fecha o segundo parêntesis)

e se sinto que o meu tempo é curto para estar com as pessoas que gosto - já que estou a passar uma fase (vai ser outro parêntesis de outro dia) muito complicada de trabalho, não faz sentido na minha cabeça estar a ver o que se passa no facebook®. desculpem, mas, para mim, não faz.
e se alguém matou o meu blogue fui eu, por falta de tempo...
(fecha o primeiro parêntesis)

um ano volvido,

reecontramo-nos, desta vez na Trindade, para voltarmos a rezar juntos.
é impressionante o que muda (e o que não muda) durante um ano. uma evidência, certamente. mas, talvez por ter sido um período tão marcante e por ser um regresso a um "lugar onde já fui feliz", as mudanças se tornaram tão fáceis de identificar.
muito mudou neste ano.
muito mudei neste ano...

e mesmo assim, muitas coisas, bonitas, muito bonitas, permanecem...

fascina-me a subtileza da minha mãe

quando me diz: "ontem comprei massa folhada, caso queiras fazer alguma coisa".
e passado duas hora acrescenta: "gosto muito daquela tarte de coco que fizeste uma vez..."

que fim de semana radioso

sábado lavei a mota.
o facto do dia estar tão bonito, aliado à conversa que tive com o marcos sobre a possibilidade de ir passear de mota deixou-me com "desejos", embora ande há dois anos a dizer que a quero vender, sem nunca ter tido coragem sequer de colocar um anúncio...
lavei-a e de tarde fui até s. joão da madeira nela.
digno de se ver foi o meu esforço para fechar o casaco da mota... meu deus... estou um batoque. um batoque ou simplesmente uma dorna... o que vale é que estou uma dorna feliz...
terminei o dia numa vigília de oração que me pediram para "animar com o canto", na igreja de santo antónio das antas. decidi que vou deixar de fazer coisas destas, embora os jovens da minha paróquia que foram quem, de facto, animou a vigília, tenham estado irrepreensíveis!
domingo, a pedido do toni e da vera, fui à missa aqui a vermoim, dirigir o mesmo coro de jovens... man that brought memories...
mais uma vez portaram-se lindamente. vim para casa cheio de energia, e abri as janelas todas para que o ar (e o sol) renovasse a minha casa, e ela se sentisse renovada e luminosa como eu me sentia.
de tarde descansei...
e há pouco, há poucochinho, decidi sentar-me um bocadinho ao piano. estudei uma escala, um hannon e li um bocadinho da (lindíssima) peça do guerra-peixe que o francisco me deu para estudar. quando dei por mim estava ao piano há uma hora...
e agora devia dormir, mas o sono não vem.
e é deliciosamente estranho quanto me sinto feliz...

my piano

chegou hoje.
há muitos anos que queria um...
decidi que merecia.
ainda mal lhe toquei, porque estou a estourar de trabalho.
mas está lá em casa, à minha espera...

Martin Luther King day.

for all the "negros" of the world, no matter which colour are they, i still have a dream.
and now is the time: 
let freedom ring!

tem-me desassossegado

a falta de liberdade. talvez porque sinta a minha (liberdade) como um dado adquirido. ou apenas porque, por estes dias, me tenho sentido muito consciente da minha e da percepção que nada me prende a não ser por inércia minha de me deixar ser preso.

tem-me desassossegado uma pergunta que fiz ontem a algumas pessoas que tiveram paciência para me ouvir: e tu? em que deus acreditas? desassossega-me que as repostas que encontram sejam tão simples que por momentos me parecem pueris.

eu acredito num deus amor.
eu acredito num deus liberdade. num deus que me liberta e me eleva libertando.
que eu não compreendo, mas que me deixa aproximar dele e se entrega a mim, livre, libertando-me.

não acredito num deus mesquinho, pequeno e apoucado, e desassossega-me que se olhe para ele desse modo.

estou um pouco à nora.

não é que esteja a tirar água, mas apenas sinto-me um pouco a andar às voltas.
sábado vou dinamizar (?) um workshop sobre música na liturgia, a pedido do secretariado diocesano da juventude do porto. já não tenho traquejo de preparar estas coisas. sei exactamente a estrutura que quero seguir, sei de onde quero partir e onde quero chegar no meu trabalho, mas está a custar-me bastante colocar as minhas ideias no papel. planificar e dar aulas traquejava muito neste aspecto. ganhava-se calo. daí que estava a olhar para uma apresentação em branco, a decidir o que escrever, e sem vontadinha nenhuma.
eu até aceito que se ache que a lareira acesa, o chá de camomila e o biscoito de limão não ajudam, mas para mim a culpa é mais dos dias arrasadores de trabalho que tenho tido.
bom, claro que à luz da minha "nova" postura resolvi parar o que estava a fazer, ouvir o morirur (hilliard ensemble) e escrever este post...
procrastinarei eu, procrastinarás tu, procrastinaremos nós... ou, pelo menos, eu procrastinarei de certeza...
pode dizer-se que há algo de bizarro em começar o ano com o manifesto de uma empresa de t-shirts (et al), mas há algo de profundamente curioso - quase poético - nesta empresa, já que ela surge apenas como consequência prática do manifesto, ou, dito de outra forma, primeiro aparece a filosofia (que para os fundadores é de vida) e só depois a própria empresa o que além de curioso, me parece a (única) forma de fazer "as coisas", que é como quem diz "a vida": projectar (ou pensar) para construir com firmeza.

embora sempre tenha feito parte de mim a necessidade de pensar/repensar a minha vida, ou melhor ainda, de repensar-me, nunca o fiz  por esta altura, talvez por nenhuma outra razão que a não a de ser uma altura de excesso de trabalho. faço-o ao longo do ano, começando por contar as minhas bençãos, e só depois por tentar perceber o que preciso de mudar.
este tem sido um kairós, um tempo favorável, em que percebi - ou simplesmente sistematizei/assumi - que esta minha mania de me repensar era, por si só, uma benção, por muito alienada que seja.

e eis que surge assim o manifesto, de permeio numa crise - que entre muitas outras coisas é também de fé (ou talvez essencialmente de fé - assunto que deixo para desenvolver noutro dia). e, porque a crise, na sua origem, é crescimento, esta, teve já algumas manifestas consequências: retomei, começando do zero, o estudo do piano (com a infindável paciência do francisco), passei o meu aniversário com amigos muito queridos, iniciei o ano com amigos muito queridos, e pelo meio ainda jantei com os meus afilhados, amigos muito queridos. partilhei várias vezes a mesa com a cris e o joão, amigos muito queridos, e redescobri a (minha) presença junto de outros amigos que andava a negligenciar. bons augúrios, muito bons augúrios...
aproveitei o dia 2 e já contei os fins de semana que vou viajar e até ao fim da semana tê-los-ei marcados na minha lindíssima agenda-moleskine vermelha. até ao fim do mês decido os locais e marco as viagens.
abandonei o facebook, como o marco simbólico para mim próprio, de deixar que a minha vida seja essencialmente virtual e passe a fundamentalmente real. honestamente não ia lá mais do que uma ou duas vezes por semana, mas precisava deste símbolo, desde que, em resposta à afirmação "afinal estás vivo!" de um amigo (virtual), tive de lhe explicar que lá porque não aparecia no facebook não significava que não estava vivo, talvez até muito pelo contrário.
espero grandes coisas. não de 2011, porque isso parece-me néscio e tonto. mas de mim. de mim e da forma como construo o meu projecto de felicidade sobre rocha, abraçando a tempestade e a bonança.
espero grandes coisas...

this is not the end



tenho muito para dizer mas tenho andado sem tempo para o dizer...

natal digital

recebi isto hoje por e-mail e louvo a pessoa que teve o trabalho de o fazer...

acredito verdadeiramente

que a solução para a crise da e de Humanidade que vivemos passa pelo design. ou pelo menos pela inovação criativa e pela não-limitação a modelos rígidos que formatam as pessoas para mais do mesmo.

muito se tem pensado

que é como quem diz - muito EU tenho pensado - sobre a ausência dos amigos, sobre as amizades que se reatam, que se esvaem, que hibernam, que se constroem ou se desconstroem, fruto, em boa medida, de uma "ausência" da minha parte (palavras de outros e não minhas).
embora ainda incapaz de sistematizar exactamente aquilo que penso, parece-me justo e lógico explicar que esta é a época do ano em que tenho mais trabalho. em que entro às 9 e saio às 24 e em que o cansaço me agasta mais e mais, deixando-me incapaz de articular raciocínios coerentes, ou mesmo de me manter socialmente presente.

enquanto isto anda a bulir cá dentro, digam-me a vossa opinião. não ganham 1 milhão de euros, nem mesmo 2 milhões de euros, não fazem com que diminua a dívida nacional, nem mesmo os juros da mesma. (que são, no fundo, os outros temas que andam a bulir cá dentro).

eu chorei a rir

e ainda dizem que eu sou boca-de-trapos... ;)