há algo neste instrumento e na forma de o tocar que me fascina. ela explica-o, de uma forma simples. mas a magia não se explica...
Með suð í eyrum við spilum endalaust [with a buzz in our ears we play endlessly]

o novo CD dos sigur sai dia 23. estou em pulgas.
pela primeira música, Gobbledigook [cujo vídeo podem ver aqui] vai ser genial.
[deixo-vos a capa do CD...]
"mesmo mesmo"
faz hoje um ano o primeiro post do cantosemcantos.
a ideia de um espaço sem cantos agrada-me particularmente. sempre que imaginamos um grupo em conversa, em partilha - de Vida, porque não há outra - imaginamo-lo numa roda, ou à volta de uma mesa. e toda a minha vida é assim, partilhada, numa roda, num eterno avanço e descobrimento, mesmo andando à roda. não concebo a ideia de andar à roda e voltar ao mesmo sítio. tenho-o dito na minha vida. não volto ao mesmo sítio porque aquilo que ando, o caminho que faço, não se repete. não se repete porque eu não me repito. nesta roda viva, roda de vida, partilho cantos, encantos e desencantos. e faço-o há um ano aqui, neste canto.
todos os que o partilham comigo, sabem que caminham comigo. sempre.
a ideia de um espaço sem cantos agrada-me particularmente. sempre que imaginamos um grupo em conversa, em partilha - de Vida, porque não há outra - imaginamo-lo numa roda, ou à volta de uma mesa. e toda a minha vida é assim, partilhada, numa roda, num eterno avanço e descobrimento, mesmo andando à roda. não concebo a ideia de andar à roda e voltar ao mesmo sítio. tenho-o dito na minha vida. não volto ao mesmo sítio porque aquilo que ando, o caminho que faço, não se repete. não se repete porque eu não me repito. nesta roda viva, roda de vida, partilho cantos, encantos e desencantos. e faço-o há um ano aqui, neste canto.
todos os que o partilham comigo, sabem que caminham comigo. sempre.
the calm before the storm
eis que chega o período pior de todo o ano... as reuniões finais. acho que só vou conseguir aguentar graças ao concerto que vou ver no dia 10.
teoriza-se por aí que os meus gostos musicais serão dúbios. para que não haja dúvidas cá está uma amostra do que vou ver dia 10. Hilliard Ensemble com Jan Garbarek.
Comigo irá também um certo teórico da desgraça e lançador efusivo de boatos, em mais um esforço quase sobre-humano para lhe educar o palato, já este concerto não poderá ser simplesmente ouvido, mas completamente sentido.
teoriza-se por aí que os meus gostos musicais serão dúbios. para que não haja dúvidas cá está uma amostra do que vou ver dia 10. Hilliard Ensemble com Jan Garbarek.
Comigo irá também um certo teórico da desgraça e lançador efusivo de boatos, em mais um esforço quase sobre-humano para lhe educar o palato, já este concerto não poderá ser simplesmente ouvido, mas completamente sentido.
as estrelas dos olhos deles
sábado jantei com os meus afilhados, a tita e o joão, que me fizeram a surpresa da presença da ana luísa.
obrigado! viam-se claramente as estrelas...
obrigado! viam-se claramente as estrelas...
recebi do meu Amigo José Alfredo, o seguinte texto por mail:
"Pai-Nosso, que estais nos céus
É o nosso Pai; não há nada de real em nós que não proceda dele.
Pertencemos-lhe. Ele ama-nos, visto que se ama e nós lhe pertencemos.
Mas é o Pai que está nos céus. não em qualquer outro lugar.
Se cremos ter um Pai neste mundo não é ele, é um falso Deus.
Não podemos dar único passo na sua direcção. Não se caminha verticalmente.
Não podemos dirigir para ele senão o nosso olhar.
Não há que procurá-lo, é necessário apenas mudar a direcção do olhar. É a ele que pertence procurar-nos.
Há que estar feliz por saber que ele se encontra finalmente fora do nosso alcance.
Temos assim a certeza de que o mal em nós, mesmo se submerge todo o nosso ser,
não macula minimamente a pureza, a felicidade, a perfeição divinas."
["espera de Deus": simone weil, assirio & alvim.]
quando olho para as pessoas que rezam comigo de manhã, tenho a certeza que estou, cada vez mais, a olhar na direcção certa.
"Pai-Nosso, que estais nos céus
É o nosso Pai; não há nada de real em nós que não proceda dele. Pertencemos-lhe. Ele ama-nos, visto que se ama e nós lhe pertencemos.
Mas é o Pai que está nos céus. não em qualquer outro lugar.
Se cremos ter um Pai neste mundo não é ele, é um falso Deus.
Não podemos dar único passo na sua direcção. Não se caminha verticalmente.
Não podemos dirigir para ele senão o nosso olhar.
Não há que procurá-lo, é necessário apenas mudar a direcção do olhar. É a ele que pertence procurar-nos.
Há que estar feliz por saber que ele se encontra finalmente fora do nosso alcance.
Temos assim a certeza de que o mal em nós, mesmo se submerge todo o nosso ser,
não macula minimamente a pureza, a felicidade, a perfeição divinas."
["espera de Deus": simone weil, assirio & alvim.]
quando olho para as pessoas que rezam comigo de manhã, tenho a certeza que estou, cada vez mais, a olhar na direcção certa.
cantos passados
hoje regressei a um lugar onde não ia há cerca de oito anos.
em seixas, caminha, existe um restaurantezinho escondido chamado 17, conhecido por michelle. herda o nome do proprietário italiano (sim, italiano), senhor baixo, sorridente, que recebe toda a gente com um "ciao! buona sera!" tão sonoro quanto os palavrões que vocifera na cozinha para a esposa que segue as suas ordens, e que, como boa mulher minhota, não se deixa ficar. mas o michelle é conhecido pela cozinha, que é tão simples como rica em aromas e sabores, e que foi o principal motivo que nos fez lá voltar, junto com o ambiente pitoresco.
depois do jantar, e para desgastar a sangria (pouca!) que bebemos, fomos passear junto ao rio, a olhara para espanha e para os barcos de pesca que recolhiam as redes. vimos um baloiço e não resistimos... andamos de baloiço e quando nos cansamos passamos para outras coisas que lá estavam, semelhantes, mesmo a pedir para ser usadas...
regressamos ao porto a ouvir bee gees, bonnie tyler, e afins. a viagem voou tal como os anos que relembramos e que nem tínhamos sentido passar...
não sei se foi dos quilómetros de viajar no tempo, mas dormi a melhor noite em meses...

em seixas, caminha, existe um restaurantezinho escondido chamado 17, conhecido por michelle. herda o nome do proprietário italiano (sim, italiano), senhor baixo, sorridente, que recebe toda a gente com um "ciao! buona sera!" tão sonoro quanto os palavrões que vocifera na cozinha para a esposa que segue as suas ordens, e que, como boa mulher minhota, não se deixa ficar. mas o michelle é conhecido pela cozinha, que é tão simples como rica em aromas e sabores, e que foi o principal motivo que nos fez lá voltar, junto com o ambiente pitoresco.
depois do jantar, e para desgastar a sangria (pouca!) que bebemos, fomos passear junto ao rio, a olhara para espanha e para os barcos de pesca que recolhiam as redes. vimos um baloiço e não resistimos... andamos de baloiço e quando nos cansamos passamos para outras coisas que lá estavam, semelhantes, mesmo a pedir para ser usadas...
regressamos ao porto a ouvir bee gees, bonnie tyler, e afins. a viagem voou tal como os anos que relembramos e que nem tínhamos sentido passar...
não sei se foi dos quilómetros de viajar no tempo, mas dormi a melhor noite em meses...
[seixas, caminha] foto de mbsilva
outros cantos
no fim de semana passado, participei como cantor num curso de direcção coral, sob a orientação da professora magna ferreira, no mosteiro são martinho de tibães (ex-casa-mãe beniditina).

foi mais uma experiência curiosa. ser dirigido por pessoas sem experiência, que estavam praticamente a dar os primeiros passos, e que tiveram que provar o seu valor num pequeno recital no domingo à tarde.
infelizmente, foi também extremamente cansativo - já que a atenção aos directores tinha de ser triplicada (para sermos capazes de responder eficazmente aquilo que eles esperavam de nós). o resultado foi uma semana terrível da qual - tenho de confessar - não me lembro de alguns dias...
a idade não perdoa...

foi mais uma experiência curiosa. ser dirigido por pessoas sem experiência, que estavam praticamente a dar os primeiros passos, e que tiveram que provar o seu valor num pequeno recital no domingo à tarde.
infelizmente, foi também extremamente cansativo - já que a atenção aos directores tinha de ser triplicada (para sermos capazes de responder eficazmente aquilo que eles esperavam de nós). o resultado foi uma semana terrível da qual - tenho de confessar - não me lembro de alguns dias...
a idade não perdoa...
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