dez universidades públicas estão em risco de falência, devido à sistemática retirada de subsídios governamentais.
parece-me bem que se deixe de financiar as universidades. o país está cheio de licenciados, mestres e doutores no desemprego que não dignificam, trazem notoriedade ao país ou nos deixam orgulhosos. pelo menos não me lembro de ver cachecóis nos tabliers dos carros, camisolas de portugal ou bandeiras à janela quando as nossas universidades concorrem a alguma coisa. acho que o melhor é mesmo deixá-las fechar e colocar os senhores que por lá andam a empurrar a camioneta da selecção como no anúncio.
devíamos, já agora, apostar nas escolinhas de futebol, e candidatarmo-nos ao euro 2012.
talvez houvesse a necessidade construir mais cinco ou seis estádios, uma vez que as infraestruturas que temos estão obviamente sobrecarregadas e não são servidas pelo TGV ou pelo aeroporto de alcochete. sugiro que se coloque um mesmo ao lado do já existente estádio de aveiro - já que ali à volta ainda tem imenso bosque que não ardeu - e ainda aproveitavamos o mesmo estacionamento, o que nos pouparia uns bons 499,99 euros. esta poupança seria excelente para gritar aos quatro ventos como exemplo de boa gestão. podíamos construir outro dos estádios em noudar, deitando por terra aquele castelo ridículo que até há bem poucos anos estava à venda, e que poderia também servir para a realização da tourada de barrancos. uma outra excelente localização seria em felgueiras, para ser gerido pela d. fátima, que atrairia certamente para o estádio os clubes brasileiros quando fosse, chorosa, para o brasil dar entrevistas à televisão por causa de um processo chamado 'apito azul'. outro ainda, devia ser colocado em mora, junto ao fluviário, que, sendo o maior da europa, permitiria às nossas novas glórias - com o seu sentido estético inabalável - tomar uns banhinhos de rio num espaço digno de si próprios. já agora, construíamos um em mirandela, como incentivo ao futebol transmontano, e a mirandela passavamos a chamar mirand'elle, atentos à necessidade de captação do turismo francófono. talvez não fosse pior fazer um esforço extra e colocar um na ponta de sagres, parcialmente construído entre falésia e mar, no allgarve, para mostrar que conseguimos alargar os horizontes e dar novos mundos ao euro. este estádio seria desenhado por frank ghery e revestido a titânio.
quanto às instalações das ditas universidades, pois que sejam convertidas em spas exclusivos para celebridades televisivas e jogadores de futebol. uma delas podia ser em regime de clausura - já que tantas foram roubadas às ordens religiosas - em que se faria outro dignificante reality-show. talvez uma espécie de "a quinta do futebol", onde os participantes poderiam ter actividades tão diversificadas como comprar e vender árbitros, dar conferências de imprensa em que não comentam, falar off-the-record, exibir as suas namoradas nuas, e até mesmo ir a cabeleireiros pintar os cabelos, e fazer cristas e penteados de gosto "moderno".
a galp podia continuar a patrocinar a estadia deles lá, reaplicando assim sabiamente o dinheiro dos vários milhões de lucro que obtém por nos vender a gasolina a um preço que acompanha o mercado, coisa que, aparentemente estas universidades não são capazes de fazer... as inúteis!...
maravilhas fez em mim
ontem foi a festa da Eucaristia da minha sobrinha e afilhada Rita.
cantamos algo que sinto sempre tornado real:
"maravilhas fez mim
minha alma canta de gozo
que na minha pequenez
se detiveram seus olhos
e o Santo e Poderoso
espera hoje o meu Sim
minha alma canta de gozo:
maravilhas fez em mim.
maravilhas fez em mim
da alma brota o meu canto
o Senhor me amou
mais que aos lírios do campo
e por seu Espírito Santo
Ele habita hoje em mim
que não pare nunca este canto
maravilhas fez em mim..."
cantamos algo que sinto sempre tornado real:
"maravilhas fez mim
minha alma canta de gozo
que na minha pequenez
se detiveram seus olhos
e o Santo e Poderoso
espera hoje o meu Sim
minha alma canta de gozo:
maravilhas fez em mim.
maravilhas fez em mim
da alma brota o meu canto
o Senhor me amou
mais que aos lírios do campo
e por seu Espírito Santo
Ele habita hoje em mim
que não pare nunca este canto
maravilhas fez em mim..."
as coisas nos seus sítios.
postei hoje algo que me andava na mente há muitos dias: o último dia em que rezamos juntos.
achei por bem deixá-lo na data respectiva.
podem vê-lo aqui.
achei por bem deixá-lo na data respectiva.
podem vê-lo aqui.
...
"Há momentos como este, em que compreendemos que há lugares em que já não cabemos, lugares de onde é preciso partir.
[...]
'E agora?'
Agora, há passos que temos de dar, foi para isso que nos preparámos ao subir às árvores e partilhar o pão, porque há sempre algo a conquistar e pão a partilhar com alguém."
disse-o a xica, na sua missa de finalista. digo-o eu, quando está anunciada a minha (embora longínqua) saída do colégio.
[...]
'E agora?'
Agora, há passos que temos de dar, foi para isso que nos preparámos ao subir às árvores e partilhar o pão, porque há sempre algo a conquistar e pão a partilhar com alguém."
disse-o a xica, na sua missa de finalista. digo-o eu, quando está anunciada a minha (embora longínqua) saída do colégio.
"o meu coração treme, sinto-me aterrorizado, por causa de judá"
estava, já há dias, muito ansioso com o concerto do The Hilliard Ensemble. as expectativas eram enormes pelo que conhecia deles, e por tudo aquilo que tinha ouvido dizer dos seus concertos.
sentei-me na quarta fila, com a sensação de que o tempo não passava, e o concerto já tardava. as estantes vazias e negras, diante do altar mor, por baixo da abóbada central, pareciam sozinhas até ao som dos aplausos. com estes, sobem do fundo da igreja quatro homens de meia idade, de fato preto e camisas de cores escuras.
com a primeira nota, o tempo parou. prenderam-me logo, incapaz de me mexer com medo de quebrar a magia. cantaram coisas belíssimas, com uma pureza indescritível, capaz de uma aproximação ao Mistério, como pouco penso ser capaz. o "most holy mother of God, save me" (que Arvo Pärt compôs a pensar neles) ou os cantos arménios eram de uma beleza suprema...
foi um concerto incrível. indizível, diria o rui...
estava, já há dias, muito ansioso com o concerto do The Hilliard Ensemble. as expectativas eram enormes pelo que conhecia deles, e por tudo aquilo que tinha ouvido dizer dos seus concertos.
sentei-me na quarta fila, com a sensação de que o tempo não passava, e o concerto já tardava. as estantes vazias e negras, diante do altar mor, por baixo da abóbada central, pareciam sozinhas até ao som dos aplausos. com estes, sobem do fundo da igreja quatro homens de meia idade, de fato preto e camisas de cores escuras.
com a primeira nota, o tempo parou. prenderam-me logo, incapaz de me mexer com medo de quebrar a magia. cantaram coisas belíssimas, com uma pureza indescritível, capaz de uma aproximação ao Mistério, como pouco penso ser capaz. o "most holy mother of God, save me" (que Arvo Pärt compôs a pensar neles) ou os cantos arménios eram de uma beleza suprema...
foi um concerto incrível. indizível, diria o rui...
com o carinho dos filhos que se dirigem ao pai
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