ontem, por recomendação do zé antónio andei a ouvir os alemães lali puna e as americanas cocorosie [recomendo que comecem pela música hairnet paradise ou terrible angels].
encontrei ainda outro grupo que me prendeu.
chamam-se seabear e são islandeses.
vejam o vídeo:
retratação
depois de uma leitura muito cuidada a quase todos os posts da igreja internacional, sou forçado a concluir que o texto que coloquei sob o título "eu e o pecado" é apenas um texto de humor, e o pastor silas um qualquer personagem de um qualquer humorista (embora em parte nenhuma isso seja admitido).
sinto-me muito mais leve e confiante que a temperatura a que vou arder no inferno será, assim, muito menor...
sinto-me muito mais leve e confiante que a temperatura a que vou arder no inferno será, assim, muito menor...
eu e o pecado
nos meus trinta e cinco anos de vida, já vi imensas idiotices. mas poucas conseguem superar a que foi publicada aqui.
embora não seja meu costume perpetuar a idiotice, passo a transcrever esta, em boa parte pelas gargalhadas (algumas de choque, é verdade) que me proporcionou, imediatamente seguida de um comentário lá deixado que me parece muito pertinente.
"A maçã
Fui procurado dias desses por D.ª Conceição, assídua fiel dos cultos de domingo e mãe de três filhos, o mais velho dos quais já não via há algum tempo. Procurava-me justamente por conta desse. Segundo ela, o Lucas (o filho mais velho) estava indo por um mau caminho, e já não sabendo o que fazer procurou a minha pessoa em busca de orientação.
Ocorre que o Lucas, já em seus vinte e poucos anos, não mais queria saber da mãe ou da família. Havia arranjado um bom emprego em uma empresa local, se mudado para uma casa em uma região boa da cidade e aparentava estar vivendo bem. Porém, por trás do aparente sucesso, D.ª Conceição disse que Lucas colecionava dívidas e mais dívidas, sendo necessário ajudá-lo financeiramente todos os meses, algo que se tornava cada vez mais difícil tendo em vista que também era necessário cuidar dos dois outros filhos.
Apesar das dívidas, Lucas sempre andava bem vestido e com todos os aparelhos eletrônicos da moda. Qual era então a explicação para tamanho infortúnio? Perguntei então, qual era a última vez que havia falado com Lucas. Ela disse que havia sido na última sexta-feira, e que o mesmo havia lhe pedido dinheiro para comprar um celular novo. Ela respondeu que ele havia acabado de comprar um celular novo há coisa de dois, três meses, e que não havia motivo para ele trocar de celular novamente. Irritado, Lucas então desligou o telefone. Indaguei então sobre a marca do aparelho. Do limitado conhecimento de D.ª Conceição, que o descreveu como um aparelho “inglês ou francês”, constatei que era da marca “Apple”, após ela descrever o logotipo, que era de uma maçã faltando um pedaço.
Foi aí, então, que tudo começou a ficar mais claro para nós. A maçã, como bem sabem, foi o fruto do pecado original. Assim diz Gênesis 3:3: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.”. Comendo então do fruto proibido, instigados pela serpente, Adão e Eva foram expulsos do Paraíso. Certamente o leitor reconhecerá a referência no logotipo do celular em questão, que reproduzo abaixo:

O fato de um pedaço estar faltando é evidência irrefutável que trata-se de uma referência ao pecado original. O que muita gente infelizmente não sabe, seja por ignorância, ou seja por obra do Satanás, é que a empresa em questão foi fundada às escondidas em 1945 por uma seita satânica nos Estados Unidos, mas apenas em 1976 se tornou pública, sendo assumida por Steve Jobs (Esteves Trabalho) . Para conseguir poder econômico, lançam produtos eletrônicos consagrados ao Satanás com a referência à maçã do pecado. Assim, ao comprar um produto dessa empresa, é como se o comprador estivesse cometendo o mesmo pecado de Adão e Eva, ofendendo o Senhor Jesus Cristo, distanciando-se do paraíso e resignando-se a uma vida de eterno sofrimento. “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.” (Gênesis 3:17).
Mais preocupante de tudo é o mal é tão suplantado que a pessoa se vicia nos produtos da tal forma a ponto de nunca estar satisfeita com o que tem e sempre precisar comprar os últimos lançamentos (que não são nada baratos, por sinal), chegando até mesmo a se endividar para sustentar o vício, como de fato foi o caso com Lucas. iPods, iPhones, iMacs, iXboxs. A letra ‘i’, abreviatura de Inferno.
“Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” (Hebreus 13:5) Sendo assim, aconselhei D.ª Conceição a se livrar de todos os produtos da marca possuídos por Lucas, além de não fornecer mais dinheiro algum para compra dos mesmos. Ofereci-me para tratar dos aparelhos pessoalmente, visto que ela não conhecia ninguém para fazer o trabalho e que trata-se de artefatos perigosos. Também recomendei trazer o Lucas urgentemente para que possamos proceder com o descarrego.
Que o exemplo sirva de alerta aos caros leitores do blog. Caso possuam aparelhos da tal marca, ou conheçam algum parente ou amigo que os tenham, livrem-se deles imediatamente e os informem sobre a natureza deles e dessa empresa demoníaca. “Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto.” (Salmos 100:3)
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Cristão Protestante Disse:
embora não seja meu costume perpetuar a idiotice, passo a transcrever esta, em boa parte pelas gargalhadas (algumas de choque, é verdade) que me proporcionou, imediatamente seguida de um comentário lá deixado que me parece muito pertinente.
"A maçã
Fui procurado dias desses por D.ª Conceição, assídua fiel dos cultos de domingo e mãe de três filhos, o mais velho dos quais já não via há algum tempo. Procurava-me justamente por conta desse. Segundo ela, o Lucas (o filho mais velho) estava indo por um mau caminho, e já não sabendo o que fazer procurou a minha pessoa em busca de orientação.
Ocorre que o Lucas, já em seus vinte e poucos anos, não mais queria saber da mãe ou da família. Havia arranjado um bom emprego em uma empresa local, se mudado para uma casa em uma região boa da cidade e aparentava estar vivendo bem. Porém, por trás do aparente sucesso, D.ª Conceição disse que Lucas colecionava dívidas e mais dívidas, sendo necessário ajudá-lo financeiramente todos os meses, algo que se tornava cada vez mais difícil tendo em vista que também era necessário cuidar dos dois outros filhos.
Apesar das dívidas, Lucas sempre andava bem vestido e com todos os aparelhos eletrônicos da moda. Qual era então a explicação para tamanho infortúnio? Perguntei então, qual era a última vez que havia falado com Lucas. Ela disse que havia sido na última sexta-feira, e que o mesmo havia lhe pedido dinheiro para comprar um celular novo. Ela respondeu que ele havia acabado de comprar um celular novo há coisa de dois, três meses, e que não havia motivo para ele trocar de celular novamente. Irritado, Lucas então desligou o telefone. Indaguei então sobre a marca do aparelho. Do limitado conhecimento de D.ª Conceição, que o descreveu como um aparelho “inglês ou francês”, constatei que era da marca “Apple”, após ela descrever o logotipo, que era de uma maçã faltando um pedaço.
Foi aí, então, que tudo começou a ficar mais claro para nós. A maçã, como bem sabem, foi o fruto do pecado original. Assim diz Gênesis 3:3: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.”. Comendo então do fruto proibido, instigados pela serpente, Adão e Eva foram expulsos do Paraíso. Certamente o leitor reconhecerá a referência no logotipo do celular em questão, que reproduzo abaixo:

O fato de um pedaço estar faltando é evidência irrefutável que trata-se de uma referência ao pecado original. O que muita gente infelizmente não sabe, seja por ignorância, ou seja por obra do Satanás, é que a empresa em questão foi fundada às escondidas em 1945 por uma seita satânica nos Estados Unidos, mas apenas em 1976 se tornou pública, sendo assumida por Steve Jobs (Esteves Trabalho) . Para conseguir poder econômico, lançam produtos eletrônicos consagrados ao Satanás com a referência à maçã do pecado. Assim, ao comprar um produto dessa empresa, é como se o comprador estivesse cometendo o mesmo pecado de Adão e Eva, ofendendo o Senhor Jesus Cristo, distanciando-se do paraíso e resignando-se a uma vida de eterno sofrimento. “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.” (Gênesis 3:17).
Mais preocupante de tudo é o mal é tão suplantado que a pessoa se vicia nos produtos da tal forma a ponto de nunca estar satisfeita com o que tem e sempre precisar comprar os últimos lançamentos (que não são nada baratos, por sinal), chegando até mesmo a se endividar para sustentar o vício, como de fato foi o caso com Lucas. iPods, iPhones, iMacs, iXboxs. A letra ‘i’, abreviatura de Inferno.
“Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” (Hebreus 13:5) Sendo assim, aconselhei D.ª Conceição a se livrar de todos os produtos da marca possuídos por Lucas, além de não fornecer mais dinheiro algum para compra dos mesmos. Ofereci-me para tratar dos aparelhos pessoalmente, visto que ela não conhecia ninguém para fazer o trabalho e que trata-se de artefatos perigosos. Também recomendei trazer o Lucas urgentemente para que possamos proceder com o descarrego.
Que o exemplo sirva de alerta aos caros leitores do blog. Caso possuam aparelhos da tal marca, ou conheçam algum parente ou amigo que os tenham, livrem-se deles imediatamente e os informem sobre a natureza deles e dessa empresa demoníaca. “Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto.” (Salmos 100:3)
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Cristão Protestante Disse:
Pastor, fico muito grato pelo seu depoimento, aqui em casa tudo é da apple, pensei em vender mas não queria passar a maldição adiante, reunimos a família e fizemos uma fogueira para exaltação do senhor.
compramos todos agora computadores e celulares da positivo e motorola, você pode me dizer se essas marcas são registradas por satanás?"
(já agora, se quiserem saber quem escreveu tamanha pérola, é só clicar aqui.)
taizé, de 18 a 27 de julho
finalmente
short story:
está finalmente definido. para o ano não fico no colégio.
long story:
qualquer professor, para poder dar aulas, é obrigado por lei a ter uma componente pedagógica nos estudos. no entanto, a licenciatura em teologia não tem essa componente pedagógica, isto é, não está pensada para que os teólogos sejam professores (do ensino básico e secundário).
ao contratarem-me no Colégio, preveniram-me que esta componente era obrigatória, e alertaram-me que só me poderiam manter como docente se eu a realizasse. nesse mesmo ano inscrevi-me naquilo que na altura se chamava "Curso de Habilitação Pedagógica Complementar". nesse ano completei a parte curricular, e no ano a seguir inscrevi-me no estágio, que me era permitido fazer no Colégio, mas do qual desisti, por razões pessoais, inviabilizando assim a minha continuidade como docente no Colégio Luso-Francês (ou em qualquer outro estabelecimento de ensino). num rebate de consciência, e para poder continuar a dar aulas, decidi inscrever-me de novo. no entanto, o CHPC tinha já deixado de existir. fui obrigado a inscrever-me no mestrado em ciências religiosas: vertente do ensino de EMRC no ensino básico e secundário. [não me foram reconhecidas equivalências entre as disciplinas que tinha já feito e fui obrigado a repetir muitas disciplinas que tinha já feito, inclusivamente uma do primeiro ano da licenciatura]. ao chegar ao fim deste ano, tive de me reinscrever no estágio, descobrindo que também aqui as regras tinham mudado: o estágio agora não era remunerado, e tinha de ser numa escola designada pela UCP. com a (preciosa) ajuda do José Rui, e o aval da Ir. Aurora, apresentamos à UCP a hipótese do estágio decorrer lá no Colégio. Em todo este processo passaram-se semanas e meses de angústia por não saber exactamente o que iria acontecer no futuro. ontem esta hipótese foi definitivamente descartada. isto deixava-me com algumas hipóteses:
1. não fazer o estágio (e, consequentemente, deixar de dar aulas);
2. fazer o estágio acumulando com o Colégio (que para mim em termos de tempo é incomportável);
3. fazer o estágio e suspender a leccionação no Colégio.
hoje conversei com a Ir. Aurora que me assegura o lugar no fim do estágio, o que fez com que a minha decisão tendesse para a 3ª hipótese. assim, para o ano, não vou estar no Colégio. regresso quando e se terminar o estágio.
confesso que o facto de haver uma decisão me deixou aliviado. sei que o ano que vem não vai ser fácil, mas vou esforçar-me para que decorra o melhor possível. sei também que imensa gente me vai ajudar no que pode, para me ajudar a levar este barco a bom porto, porque já mo disseram.
prometo que assim que saiba em que escola irei estar para o ano, o publicarei aqui.
está finalmente definido. para o ano não fico no colégio.
long story:
qualquer professor, para poder dar aulas, é obrigado por lei a ter uma componente pedagógica nos estudos. no entanto, a licenciatura em teologia não tem essa componente pedagógica, isto é, não está pensada para que os teólogos sejam professores (do ensino básico e secundário).
ao contratarem-me no Colégio, preveniram-me que esta componente era obrigatória, e alertaram-me que só me poderiam manter como docente se eu a realizasse. nesse mesmo ano inscrevi-me naquilo que na altura se chamava "Curso de Habilitação Pedagógica Complementar". nesse ano completei a parte curricular, e no ano a seguir inscrevi-me no estágio, que me era permitido fazer no Colégio, mas do qual desisti, por razões pessoais, inviabilizando assim a minha continuidade como docente no Colégio Luso-Francês (ou em qualquer outro estabelecimento de ensino). num rebate de consciência, e para poder continuar a dar aulas, decidi inscrever-me de novo. no entanto, o CHPC tinha já deixado de existir. fui obrigado a inscrever-me no mestrado em ciências religiosas: vertente do ensino de EMRC no ensino básico e secundário. [não me foram reconhecidas equivalências entre as disciplinas que tinha já feito e fui obrigado a repetir muitas disciplinas que tinha já feito, inclusivamente uma do primeiro ano da licenciatura]. ao chegar ao fim deste ano, tive de me reinscrever no estágio, descobrindo que também aqui as regras tinham mudado: o estágio agora não era remunerado, e tinha de ser numa escola designada pela UCP. com a (preciosa) ajuda do José Rui, e o aval da Ir. Aurora, apresentamos à UCP a hipótese do estágio decorrer lá no Colégio. Em todo este processo passaram-se semanas e meses de angústia por não saber exactamente o que iria acontecer no futuro. ontem esta hipótese foi definitivamente descartada. isto deixava-me com algumas hipóteses:
1. não fazer o estágio (e, consequentemente, deixar de dar aulas);
2. fazer o estágio acumulando com o Colégio (que para mim em termos de tempo é incomportável);
3. fazer o estágio e suspender a leccionação no Colégio.
hoje conversei com a Ir. Aurora que me assegura o lugar no fim do estágio, o que fez com que a minha decisão tendesse para a 3ª hipótese. assim, para o ano, não vou estar no Colégio. regresso quando e se terminar o estágio.
confesso que o facto de haver uma decisão me deixou aliviado. sei que o ano que vem não vai ser fácil, mas vou esforçar-me para que decorra o melhor possível. sei também que imensa gente me vai ajudar no que pode, para me ajudar a levar este barco a bom porto, porque já mo disseram.
prometo que assim que saiba em que escola irei estar para o ano, o publicarei aqui.
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