a minha cadeira
vou levar a cadeira do meu gabinete para casa. é que por estes dias, mal me sento, dá-me uma soneira indescritível. ora como não posso trabalhar em casa e dormir na empresa, acho que vou levar a cadeira para lá, na esperança que o efeito soporífero se mantenha.
louise michel
uma louise que é jean-pierre, um michel que é carly, um assasino a soldo que não mata, um sem soldo que já matou, uma têxtil fechada, viagens, uma cremação em que o forno não funciona.
louise michel.
surreal.
mas indescritivelmente hilariante.
louise michel.
surreal.
mas indescritivelmente hilariante.
a senhora que mora no meu elevador
está doente. mesmo.
talvez seja melhor explicar isto pelo princípio: no meu elevador mora uma senhora. não lhe sei o nome - nunca lho perguntei - mas chamo-lhe s.ra caroldi. também nunca me disse nem bom dia nem boa tarde - se calhar por despeito já que poucas vezes uso o elevador - mas sempre me indicou muito polidamente, no seu sotaque portuense, o piso a que chegava. "piso zero", "piso um" "cave um", foram as poucas palavras que lhe ouvi. mesmo assim, não me atrevo a acusar a senhora de antipatia, já que nunca me enganou. e, se de vez em quando deixava de me falar, eu imaginava-a de férias, numa praia paradisíaca, com uma qualquer bebida com um chapelinho na mão e sem ter de referir pisos a ninguém, acompanhada do sr. caroldi.
semana passada, no entanto, comecei a ficar preocupado. a s.ra caroldi, começou a ter uns lapsus linguae, uma rouquidão estranha (a ponto de ter mesmo considerado oferecer-lhe uma strepfen® que trazia na mão a uma dada altura) e uma gaguez atípica.
mas este fim de semana fiquei mesmo perturbado: ao chegar ao piso de minha casa, a s.ra caroldi diz, com uma voz muito segura: "piso 0, 1, 2". assustei-me. primeiro porque não sabia bem o que pensar. seria para eu fazer a média? estaria o elevador ainda a andar? seria uma contagem das vezes que tinha viajado? estaria ela a dizer que eu pesava o mesmo que dois?
incapaz de perceber fugi mal a porta abriu. mas aquilo não me saía da cabeça. então resolvi descer também pelo elevador. entro e está o silêncio do costume. carrego no botão e lá vamos nós. quando paramos não queria acreditar quando ela baliu: "cave, discoteca 1 2".
olhei a toda a volta à procura da bola de espelhos, mas não encontrei. luz negra também não. música muito menos. mas fiquei, como disse, perturbado. estaria ela a tentar avisar-me que os meus vizinhos têm uma cave secreta onde fazem festas da espuma ou coisas mais hediondas? ou que a garagem lá de casa tem uma vida dupla? ou estaria a s.ra caroldi a achar que era 1 de abril?
depois de muito pensar - e de escutar um vizinho - percebi que afinal a s.ra caroldi deve estar doente. coitadinha. deve ser excesso de stresse. ou constipação - que estas mudanças de temperatura não fazem bem nenhum. tenho de lhe levar uma canjinha...
talvez seja melhor explicar isto pelo princípio: no meu elevador mora uma senhora. não lhe sei o nome - nunca lho perguntei - mas chamo-lhe s.ra caroldi. também nunca me disse nem bom dia nem boa tarde - se calhar por despeito já que poucas vezes uso o elevador - mas sempre me indicou muito polidamente, no seu sotaque portuense, o piso a que chegava. "piso zero", "piso um" "cave um", foram as poucas palavras que lhe ouvi. mesmo assim, não me atrevo a acusar a senhora de antipatia, já que nunca me enganou. e, se de vez em quando deixava de me falar, eu imaginava-a de férias, numa praia paradisíaca, com uma qualquer bebida com um chapelinho na mão e sem ter de referir pisos a ninguém, acompanhada do sr. caroldi.
semana passada, no entanto, comecei a ficar preocupado. a s.ra caroldi, começou a ter uns lapsus linguae, uma rouquidão estranha (a ponto de ter mesmo considerado oferecer-lhe uma strepfen® que trazia na mão a uma dada altura) e uma gaguez atípica.
mas este fim de semana fiquei mesmo perturbado: ao chegar ao piso de minha casa, a s.ra caroldi diz, com uma voz muito segura: "piso 0, 1, 2". assustei-me. primeiro porque não sabia bem o que pensar. seria para eu fazer a média? estaria o elevador ainda a andar? seria uma contagem das vezes que tinha viajado? estaria ela a dizer que eu pesava o mesmo que dois?
incapaz de perceber fugi mal a porta abriu. mas aquilo não me saía da cabeça. então resolvi descer também pelo elevador. entro e está o silêncio do costume. carrego no botão e lá vamos nós. quando paramos não queria acreditar quando ela baliu: "cave, discoteca 1 2".
olhei a toda a volta à procura da bola de espelhos, mas não encontrei. luz negra também não. música muito menos. mas fiquei, como disse, perturbado. estaria ela a tentar avisar-me que os meus vizinhos têm uma cave secreta onde fazem festas da espuma ou coisas mais hediondas? ou que a garagem lá de casa tem uma vida dupla? ou estaria a s.ra caroldi a achar que era 1 de abril?
depois de muito pensar - e de escutar um vizinho - percebi que afinal a s.ra caroldi deve estar doente. coitadinha. deve ser excesso de stresse. ou constipação - que estas mudanças de temperatura não fazem bem nenhum. tenho de lhe levar uma canjinha...
pfff...
passei a semana ver vídeos no trabalho. sei que é o sonho de muita gente, mas a "twist" é que eram vídeos de tutoriais sobre como funciona o flash® e o dreamweaver®, para poder fazer o site cá da empresa. é verdade que comecei como programador mas isto deixou-me a cabeça em água. e embora o site esteja a ficar pronto (conto acabá-lo na próxima semana) saio daqui com a sensação de não ter feito nada a semana toda.
pfff...
entretanto valeu-me a música de um duo americano que conheci há tempos no blogue da joana sequeira, as azure ray. fica aqui uma das minhas músicas favoritas (incorporada num video não oficial), chamada safe and sound.
pfff...
entretanto valeu-me a música de um duo americano que conheci há tempos no blogue da joana sequeira, as azure ray. fica aqui uma das minhas músicas favoritas (incorporada num video não oficial), chamada safe and sound.
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