and when i die (parte 2)

como dizia há tempos, coloco-me recorrentemente a questão de como completar a frase "and when i die".
hoje descobri um texto que espero que algum amigo possa ler no meu funeral, com um sorriso nos lábios, por saber que foi assim que vivi.

"eu
glorifiquei-vos sobre a terra
realizei a obra que me pediste que fizesse
dei a conhecer o teu nome aos que me deste a conhecer,
eram teus, e foste tu que mos deste,
e agora sabem que tudo o que lhes dei vem de ti
porque eu comuniquei-lhes as palavras que me tinhas comunicado
e eles receberam-nas e acreditam que é de ti que eu venho

neste momento
é deles
que te falo e por eles é a minha prece
a matéria não é vã
a matéria é luminosa

diz-lhes que o denso é passagem
diz-lhes que estão destinados à alegria
preserva-os do mal
é tudo quanto, finalmente, te peço"
[in Ardente Texto Joshua, Relógio d'Água, 1998],
conforme visto no secretariado nacional da pastoral da cultura,
sobre a maria gabriela llansol.

what if god was one of us?

1. ao ler o post do josé rui de 18.jan, sobre o post do fernando mota, relativo a uma campanha que já tinha ouvido falar, voltou-me à memória a música da joan osborne, e uma questão que desde os meus 19 anos nunca esqueci totalmente:
"if you were faced with him
in all his glory - what would you ask,
if you had just one question?"
continuo sem conseguir ter uma resposta para isto, mas talvez nem seja suposto ter.

2. preocupamo-nos tanto com as respostas que as perguntas são relegadas para segundo plano, como meio para obter respostas, e esquecemo-nos que não são as respostas o motor do conhecimento, mas sim as perguntas. sinto-me demasiado cansado de procurar respostas imediatas a perguntas essenciais ou a responder apenas porque tenho que responder.
não entendo que mal tem uma pergunta sem resposta.
porque não posso questionar-me? pura e simplesmente questionar-me? quem não se questiona certamente não encontra respostas, mas não será mais grave ser detentor das respostas sem fazer as perguntas? sempre me assustou quem não (se) questiona...

3. a minha guitarra hoje, ao soar os acordes da joan osborne, soou bonita pela primeira vez nas minhas mãos...

as time goes by

janeiro já vai a mais de metade.

não dei conta da passagem dos dias. têm sido dias estranhos em que parece que tudo acontece, ou melhor me acontece, já que, de uma forma estranha sinto-me objecto dos acontecimentos e não sujeito.

luto todos os dias com a ideia de desistir do mestrado e há duas semanas, se não fossem a ana paula e a ana cristina (mais uma vez), já o teria feito.

consegui, finalmente, na semana passada, fazer reconciliação bancária - uma coisa que, na empresa, estava nas minhas mãos desde a primeira semana de dezembro - altura em que a minha colega que faz na empresa serviço administrativo foi mãe.

a inês, a meu pedido, comprou-me uma guitarra. esforço-me por tocar um bocadinho todos os dias para desenferrujar o pouco que soube, e recuperar o calo dos dedos.

vejo os dias passar com uma pressa assustadora, e os fins-de-semana demasiado curtos para me permitirem abrandar.

epifania do senhor

acredito francamente que de vez em quando precisamos de nos lembrar que o presépio de jesus, o original, o único verdadeiro, talvez não fosse tão bonito como o pintamos. e talvez fosse mais parecido com este que o carlos tê descreve e as vozes da rádio cantam.
peço hoje a deus a capacidade contínua de ver o presépio como ele é, e jesus onde ele DE FACTO está.

 Vozes da Rádio - Presépio de Lata

por estes dias...

o shuffle do meu iPod tinha razão. em dias como estes só apetece dizer...
 Eu gosto é do verão


*embora fique com um bocadinho de pena dos suecos...