eu sou lamechas.
eu reconheço.
alterno entre o lamechas e o muito lamechas. Um sentimentalão que se arrepia por "dá cá aquela palha".
pensei e repensei se devia postar sobre este vídeo, mas não resisti. Encontrei-o quase por acaso, mas não me deixou indiferente.
acho a capacidade de nos supreendermos, ou, dito de outra maneira, a capacidade de não nos limitarmos nem limitarmos os outros, como algo fundamental no ser humano, e em particular no cristão. afinal, o que é o cristão senão aquele que acredita naquilo que é mais improvável?
esta senhora, susan boyle, subiu ao palco com esperança, mas ninguém esperava mais nada dela que não fossem umas gargalhadas.
no entanto, desassombrada, assombra todos os que a ouviram.
e a mim também que, embora lamechas, preciso que me lembrem de vez em quando que não devo deixar que a minha idiossincrasia me instale...
o descanso
ontem foi a minha primeira noite de pura descontracção em cerca de dois meses.
estes dias foram profundamente desgastantes, com toda a preparação para a páscoa, as celebrações da semana maior e o regresso às aulas, que coincidiu com a adjudicação de um livro de 150 páginas que tem de ser paginado, impresso e acabado até ao fim do mês.
saí para jantar com a joana e senti-me a descomprimir. decidimos o restaurante apenas quando nos encontramos, e a escolha recaiu no orfeu, em santa maria da feira. estivemos tranquilamente à mesa, a conversar e nem demos conta que ali estivemos cerca de 2h45m. decidimos regressar ao porto, à sincelo (onde os funcionários já conhecem os nossos gostos) para a sobremesa, e a cidade estava incrivelmente movimentada.
encontrei o francisco, o zé miguel taborda, e mais tarde, enquanto passeávamos numa cidade que me parecia imensamente metropolita e viva, o bernardo e a diana.
nem eu nem a joana andávamos a pé - no porto e à noite - há muito tempo (porque estamos velhos - diria ela) e senti-me realentado por ver centenas de pessoas (estrangeiras mas maioritariamente portuguesas) que se recusam a aceitar o porto como uma cidade morta.
...
acordei revigorado de uma noite incrivelmente bem dormida e decidi, antes de arrumar a casa, deixar o ar de barba comprida que trazia há tanto tempo quanto não parava, desiludindo, certamente, todos os que me foram chamando pai-natal, franciscano ou mesmo vagabundo.
terminei a manhã a arrumar a casa, decidido a limpar o pó que deixei acumular, instalado, agarrado a uma rotina que me coloca à janela, a olhar, passivo.
limpo também o pó ao meu canto, e desafio-me a não deixar que se reacumule. tenho de recomeçar a caminhar...
estes dias foram profundamente desgastantes, com toda a preparação para a páscoa, as celebrações da semana maior e o regresso às aulas, que coincidiu com a adjudicação de um livro de 150 páginas que tem de ser paginado, impresso e acabado até ao fim do mês.
saí para jantar com a joana e senti-me a descomprimir. decidimos o restaurante apenas quando nos encontramos, e a escolha recaiu no orfeu, em santa maria da feira. estivemos tranquilamente à mesa, a conversar e nem demos conta que ali estivemos cerca de 2h45m. decidimos regressar ao porto, à sincelo (onde os funcionários já conhecem os nossos gostos) para a sobremesa, e a cidade estava incrivelmente movimentada.
encontrei o francisco, o zé miguel taborda, e mais tarde, enquanto passeávamos numa cidade que me parecia imensamente metropolita e viva, o bernardo e a diana.
nem eu nem a joana andávamos a pé - no porto e à noite - há muito tempo (porque estamos velhos - diria ela) e senti-me realentado por ver centenas de pessoas (estrangeiras mas maioritariamente portuguesas) que se recusam a aceitar o porto como uma cidade morta.
...acordei revigorado de uma noite incrivelmente bem dormida e decidi, antes de arrumar a casa, deixar o ar de barba comprida que trazia há tanto tempo quanto não parava, desiludindo, certamente, todos os que me foram chamando pai-natal, franciscano ou mesmo vagabundo.
terminei a manhã a arrumar a casa, decidido a limpar o pó que deixei acumular, instalado, agarrado a uma rotina que me coloca à janela, a olhar, passivo.
limpo também o pó ao meu canto, e desafio-me a não deixar que se reacumule. tenho de recomeçar a caminhar...
mini-canto
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